No Fala, Betinense, o prefeito de Betim, Heron Guimarães, respondeu a um questionamento de Pedro Betinense sobre a possibilidade de reajuste salarial para os atuais apoios pedagógicos da rede municipal. Segundo o prefeito, o tema está inserido em uma política mais ampla, batizada de “Betim Inclusiva”, que prevê mudanças estruturais na forma como o município trata a educação inclusiva.
Heron explicou que o primeiro pilar da nova política é a reformulação da contratação dos profissionais, que deixarão de ser chamados de apoios pedagógicos e passarão a ser denominados mediadores pedagógicos. De acordo com ele, haverá sim ganho salarial dentro de um novo pregão eletrônico, que foi corrigido após erro no edital anterior e republicado recentemente. A expectativa é que, nos próximos meses, seja definida a empresa responsável pela gestão dessa mão de obra.
Outro eixo central apresentado é a criação de uma junta multidisciplinar, considerada pelo prefeito um avanço histórico para a rede municipal. O modelo prevê oito equipes formadas por profissionais como médicos, psiquiatras, pediatras e terapeutas ocupacionais, com atuação integrada no atendimento aos alunos. Além disso, Heron anunciou a descentralização do CRAEI, com a criação de uma segunda unidade na região do Teresópolis, área que concentra um dos maiores públicos de pessoas com deficiência e famílias atípicas da cidade.
O prefeito também destacou a ampliação do número de profissionais na rede. Atualmente, Betim conta com cerca de 1.090 apoios pedagógicos, número que deve subir para mais de 1.600 mediadores, um aumento aproximado de 60%. Segundo Heron, a rede municipal atende hoje cerca de 3 mil alunos diagnosticados com algum tipo de deficiência. Ele afirmou que a política de inclusão está em fase inicial, mas representa um passo importante para estruturar uma resposta mais consistente às demandas da educação inclusiva no município.





